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Missão

Valorizar a carreira de Analista do Poder Judiciário e do Ministério Público da União.

Visão

Ser associação de referência na defesa do Cargo de Analista, com associados e representação em todos os Tribunais, Estados da Federação e no Ministério Público da União.

Atribuições

Somente os membros da Carreira de Analista estão autorizados por lei e possuem legitimidade para realizar as funções privativas de bacharel em Direito, relacionadas à gestão estratégica ou que exijam formação superior no Poder Judiciário e no Ministério Público da União.

Portarias regulamentares

LEI Nº 11.415, de 15/12/2006.

LEI Nº 11.416, de 15/12/2006.

A sentença acima é uma síntese copiada do texto expresso das leis e deixa claro que a mudança realizada no TJDFT e outros tribunais, permitindo que não-analistas ocupem cargo de Diretor, Diretor Substituto e Oficial de Gabinete é ilegal, pois as funções que exigem bacharelado em direito são privativas dos Analistas da área judiciária. Ou seja, uma lei diz que para ocupar o cargo necessita ser bacharel em direito e outra diz que só Analistas podem ocupar cargos de bacharéis em direito, portanto os cargos da primeira lei só podem ser ocupados pelos profissionais indicados pela segunda. De igual modo, a lei determina que só Analistas da área administrativa com bacharelado em outras especialidades podem ocupar cargos relacionados à gestão estratégica ou que exijam formação superior no Poder Judiciário. Infelizmente, "em casa de ferreiro o espeto é de pau" e, atualmente, até a Direção Geral de alguns tribunais e de suas principais Secretarias estão entregues a não-analistas.

 

Proposta

Associe-se e ganhe um relógio porta-canetas, uma caneta e um par de pins de Analista

Brindes

Relógio porta-canetas

pinBranco

Analista, use seu Pin.

Afinal, você fez por merecer!

 

 

Enquetes

Sou a favor do Subsídio como forma de remuneração
 
 
01/09/2010 - Governo envia orçamento que exclui servidores e atende juízes Imprimir E-mail

 

BRASÍLIA - 31/08/2010 - As previsões de recursos propostas pelo STF e pela Procuradoria-Geral da República para as duas parcelas das revisões dos planos de cargos e salários dos servidores do Judiciário Federal e do MPU ficaram de fora do projeto de Lei Orçamentária para 2011, enviada, nesta terça-feira [31], ao Congresso Nacional pelo governo Lula. Foram incluídas apenas as previsões para os reajustes de magistrados e procuradores.


A informação foi confirmada pela direção do STF e pelo assessor parlamentar da federação nacional [Fenajufe], Antônio Augusto Queiroz. A notícia gerou indignação entre servidores e teria provocado insatisfação mesmo entre as direções dos tribunais superiores. A palavra 'greve' teria voltado a ser pronunciada nos corredores de tribunais de Brasília.


Movimentações em Brasília - A mobilização da categoria na segunda-feira [30], Dia Nacional de Luta, forçou alguns setores da cúpula do Judiciário a se movimentar para tentar mudar o quadro de exclusão dos servidores - e inclusão apenas de recursos para reajuste [de 5,2%] de magistrados e procuradores.


O ministro do STF José Antonio Dias Toffoli teria ligado para o ministro Paulo Bernardo [Planejamento] e demonstrado insatisfação com o que estava acontecendo. Bernardo, no entanto, teria respondido não ter como fazer nada e alegado que a determinação de não incluir a previsão para os projetos partira do próprio presidente Lula, para quem o assunto só deverá ser tratado após as eleições de outubro.


Para tentar 'contornar' o mal-estar, o ministro do Planejamento teria dito que existe uma rubrica genérica no orçamento, direcionada a revisões salariais dos servidores dos Três Poderes, que poderia ser utilizada caso, mais na frente, seja firmado um acordo em torno do PL 6613/2009 [Judiciário] e PL 6697/2009 [MPU]. "É uma solução técnica apresentada como resposta política à pressão, mas ainda é pouco, não nos garante nada", avalia Antonio Melquíades, o Melqui, dirigente da Fenajufe e do sindicato de São Paulo [Sintrajud]. O contato de Toffoli com o ministro do Planejamento ocorreu após dirigentes da federação terem solicitado, na reunião ocorrida na segunda, a intermediação dele junto ao governo.


Segundo Melqui, o clima entre as direções dos tribunais superiores é de preocupação com o futuro dos dois projetos. O dirigente manteve contatos telefônicos com o diretor-geral do STF, Alcides Diniz, e com o diretor de Recursos Humanos, Amarildo Vieira. Também esteve pessoalmente com o secretário-geral da Procuradoria-Geral da República, Lauro Cardoso Neto.

Assembleias nos estados- A exclusão orçamentária não é um impedimento para aprovação dos dois projetos que se contrapõem ao congelamento salarial, explica Melqui. É possível resolver o problema legal com emendas propostas pelo relator da Lei Orçamentária Anual [LOA] ou com créditos suplementares enviados pelo presidente da República ou com a tal rubrica genérica citada por Paulo Bernardo. Mas, avalia o servidor, a queda de braço estabelecida na definição do conteúdo da LOA preocupa e mostra o grau de oposição do governo ao PCS-4.


Essa preocupação teve reflexos nos protestos em pelo menos 16 estados, ocorridos na segunda-feira [30], que marcaram a retomada da campanha nacional da categoria contra o congelamento salarial. Agora, nova rodada de assembleias deve acontecer nos estados para avaliar a situação e aprovar uma posição sobre o reinício da greve. Os resultados serão levados à reunião da direção da federação nacional marcada para acontecer no dia 9 de setembro, em Brasília. 

Fonte: Sintrajud-SP


 
30/08/2010 - UMA CARTA A TODOS COLEGAS DE PROFISSÃO SEM EXCLUSÕES E AO POVO! Imprimir E-mail

 

Interessante a estória de nosso colega de profissão.

 

De repente seria interessante montar no site da ANAJUS um lugar para que contássemos estórias vividas por nós Analistas. Quem sabe a JUSTIÇA se compadeça de nós e possamos um dia merecer dos homens do Estado, aquilo que ganhamos do ESTADO, DO POVO, mediante nosso esforço, nosso concurso e nossa alegria.

 

Gostaria que, mantendo o sigilo, que citassem uma pequena parte da história do meu caso também, que não deve ser pior do que muitos outros. Talvez isso sirva de consolo a tantos amigos, cidadãos exemplares, sérios, que também foram aprovados em concursos legitimamente para trabalhar conforme os editais proclamaram e se vêem agora ou pedindo a esmola de uma função (em uma disputa que é contra o processo que deu ao Analista o DIREITO DE TÊ-LA EM RAZÃO DE SEU OFÍCIO E O DEVER DO ESTADO DE DEFENDÊ-LA CONTRA A USURPAÇÃO) ou sendo aviltados diariamente, tornando-se uma parte a mais de um quadro de doentes físicos e psíquicos nestes Órgãos, havendo como comparados ao patrimônio de encostados que os Órgãos Públicos possuem (como se fôssemos isso, como se o problema fosse nosso!).

 

 


RESUMO

 

"Após trabalhar em vários Tribunais pátrios (havendo, no início da faculdade de Direito passado em primeiro lugar no primeiro concurso público, havendo sido o único a passar para as vagas na época), colecionei experiência que me permitiu trabalhar assessorando em mais de um gabinete, assessoria de presidência, etc, etc, realizando produtivamente, nesta última, ad exemplo, até 70% do trabalho do local que compreendia 15 pessoas operando (!).

 

Realizei sob minha direção vários atos nunca antes feitos e outras iniciativas que beneficiaram o setor público e o povo atendido, chegando às 9hs e saindo às 22:30hs muitas vezes e até as 3hs da manhã com já acontecera, levando notebook para trabalhar em casa, realizando em certos lugares todas as audiências conciliatórias cumuladas com direção (não deixando perder nem um processo por falta de iniciativa como por prazos, etc, sem repetição de atos, conhecendo todos um por um no cartório, atendendo balcão junto, etc, etc) porque não tinha conciliador na época, entre muitos outros feitos, etc, etc, com alegria e felicidade de servir meu País, ganhei em determinado momento um presente e uma nova "função" nos trabalhos  judiciários.

 

Fui trabalhar em um balcão, e com nunca tinha ganho uma palavra de agradecimento pelo que fiz (e isso, em verdade, nunca me interessou já que passei no concurso para isso e o que sempre me fez feliz foi ajudar as pessoas, isso além do que eu precisava como padrão local), fui ganhar como prêmio uma hérnia-de-disco, presente este, que sempre me acompanha e me deixa saudoso desta "função" que me deram.

 

Trabalhava muito, como um louco, para atender com perfeição e educação (porque o Povo não tem haver com nossas misérias pessoais), e suspirava quando me perguntavam porque tanto esclarecimento e educação não se encontravam dirigindo o Cartório onde fui trabalhar nesta época.  Eu dizia: "Tudo bem, não tem importância, a vocação pública continua, foi isso que me fez deixar uma advocacia rentável!", "Tudo que ajuda com dignidade é bom e proveitoso!".

 

QUESTIONAMENTOS A TODOS AMIGOS, ANALISTAS E TÉCNICOS

 

Deixei de receber anos e anos do valor de uma função em meu ordenado; deixei de trabalhar no que gostava, no que me fazia feliz, no que eu conhecia, no que tinha experiência e para o qual passei em um concurso; ganhei uma hérnia-de-disco e um estresse crônico que quase me aposentou porque os estagiários repugnavam fazer tal trabalho (e estão certos porque não são técnicos, nem analistas, mas estagiários) e os técnicos que estavam ganhando função de oficial de gabinete (todos eram técnicos) e de diretor também não podiam, logo alguém tinha de fazer o serviço. Pensava, enquanto isto: o Estado não paga um Analista para ser diretor ou substituto-de-diretor apenas? Para que o Povo gastaria pagando mais um servidor? Nunca entendi! "

 

Todo trabalho é digno se útil à sociedade, mas sabe o que mais me infelicita? E isso não é pessoal, mas um fato claro a quem peço permissão para questionar, com muito respeito a Analistas e Técnicos: É ver as "funções dos Analistas" serem usurpadas por quem não é de direito e dever, por cidadãos e trabalhadores respeitáveis, por quem trabalha na justiça!; é pela lei e o concurso não serem respeitados em um ambiente destes!; é por ser menosprezado por quem passou em um concurso para auxiliar um Analista e estar a serviço até de estagiários!; é por ver que os brocardos legais e cristãos não são levados em seriedade como os "Direito é dar a cada um o que é seu" "Dai à César o que é de César e a Deus o que é de Deus"; é ver que o "direito de fila" não existe e que um novato (Analista ou Técnico) pode tomar o lugar de um servidor mais antigo (Analista ou Técnico) sendo que a vontade do Estado é preferir o mais experiente ao mais novo; é ver as verbas públicas sendo gastas com um pessoal que não tem legitimidade para auferí-las, sem contar que operam funções no Estado para os quais não estão habilitados o que soma-se ao fato de pagar um Analista mais caro para realizar o trabalho que um Técnico supre!. Isto tudo é ferir a lei, a moral, a educação, o dinheiro publico e o Povo, portanto, não? Meus caros amigos Analistas e Técnicos, todos somos cidadãos, todos pagamos impostos. Quem vocês querem ver dirigindo a máquina do Estado, se não o que o concurso elegeu? É possível ser contraditório, ou seja, ter uma opinião quando se é funcionário público e outra quando se é cidadão???????????????????

 

PCCR

 

Se vamos ganhar PCCR ou não, isso nunca me interessou mais do que ser bom e útil aos que me cercam, respeitar o próximo e ser respeitado. Não se pode construir um País justo sem dignidade, não se pode considerar justo o que sobre o direito de outro pratica justiça!

 

SELEÇÕES INTERNAS PARA FUNÇÕES

 

Vejo as seleções internas para "funções".

Ora, que mais deprime um cidadão que a Lei autorizou a exercer tal "função" e depois ter de d i s p u t á - l a entre os Analistas excedentes em um Òrgão? Alguém está acima da Lei, no Estado de Direito???

Não é o concurso que diz, ou seja, a Lei, que o sujeito que passou já está apto a geri-la (a função) e É OBRIGADO A ISTO DEPOIS DA POSSE? Não deveria haver nos Órgãos o mesmo número de Analistas para os mesmo números de funções destinadas aos mesmos? Porque este excedente de Analistas? De onde ele vem? Qual sua causa? O TCU que verifica a aplicação das verbas, aprova o chamamento de Analistas em número maior do que as "funções"? Também aprova que terceiros não legítimos possam utilizá-las? Cadê os "fiscais-da- lei"?

De se pensar que o Analista que tomou posse já tem "função" e se deve deixá-la por improbidade, crime, etc, deve deixá-la apenas após processo regular, contraditório com cargo, função e tudo, fora isso pertence tal múnus a ele.

 

 

EFEITO VINCULADO E NOMEAÇÃO

 

Ora, a disponibilidade do instituto da "função", ou seja, da nomeação, não é despótica, não existe no ESTADO DE DIREITO uma discricionariedade absoluta, a discricionariedade é VINCULADA, temos então que existem regras para a distribuição de "funções". Em primeiro lugar, queremos crer que só se podem ter nos Órgãos o mesmo numero de Analistas para iguais números de funções (cabe ao membros do Poder escolherem entre os que existem eou requisitados), em segundo, os mais experientes precedem os mais novos, sorte que não há que se falar em distribuição aleatória e a Le vonté de "funções".

 

FUNÇÃO E CARGO - SE INTEGRAM

 

A "Função" integra o "Cargo" e lhe torna útil. Sem "Função" o Analista não opera. É um fantasma ou um Técnico ganhando como um Analista factualmente!!!!!!!!!!. O concurso é do Povo, logo, as "Funções" e "Cargos", logo, o POVO através da LEI, do CONCURSO os entregou a quem foi habilitado, logo desviar isso é perverter a Lei, o Concurso, o Estado e se a MÁQUINA está pervertida, logo, a produção da mesma também esta!!! Vide os motivos e os princípios garantidores do funcionalismo!!!!

 

Creio que embora não faça o que devo (DEVER) fazer, que não tenha o respeito (DIREITO) de ganhar o numerário de uma "função", de ser alijado da produção da justiça, tal fato não me tornou mais útil ao ESTADO e ao POVO eu poderia servir mais, qual Analista não poderia???! Por ser cristão sei que tudo que é tomado é devolvido de alguma forma (muitos dos que ganham sem poderem tornam-se infelizes, doentes), e desejando o bem a quem me toma, não deixo de aconselhar que a dignidade e a honestidade é dever precípuo de quem dirige o Estado e de quem se faz sujeito pelo que É e não pelo que TEM!

 

Trabalho com necessitados, carentes, mas mesmo sendo um ignorante da lei como um péssimo escritor, ignorante da escrita, como não são, certamente, meus superiores a quem Deus lhes deu a oportunidade de nos chefiarem, tenho hoje menos dinheiro para servir fora do horário de trabalho (creches, asilos, etc), sorte que não sou eu apenas o alijado, outros por mim também o são, assim como o Povo que paga tudo isso e que esperando justiça tem o que tem.

 

JUSTIÇA

 

Justo é quem não precisa de coação para agir, mas por vontade e coragem, age quando é preciso, rejeita o ilícito e restaura a dignidade!

 

Não há quem erra neste mundo, mas seria belo se nossos superiores não permitissem que tal prática fosse incentivada e diluída culturalmente, como muitos o fazem; seria belo que o TCU, o MPU não deixassem isso acontecer; mas seria mais bonito ver pessoas que não passaram no concurso para exercer as "funções" destinadas aos Analistas por justiça e por cristandade, fizessem o que nosso irmão GANDHI nos ensinou a fazer dando exemplo de revolução consciente e espiritual superior: A RENÚNCIA CONSUBSTANCIADA NA TEORIA DA DESOBEDIENCIA CIVIL, não colaborando para tornar nosso país um país de escânda-los e e corrupção.

 

Peçam renúncia das funções ilegitimamente e moralmente tomadas, não aceitem um discurso que prejudica o que é bom e justo, lutem para que os Analistas assumam seus lugares e para que possamos dar ao Estado o melhor de nós com alegria! Há muitas outras coisas para lutar para melhorar nosso Estado, vamos tecer junto uma nova marcha digna, exemplificar a outros Órgãos Públicos e ajudar a tirar do nome de Brasília a palavra escânda-lo, esta pecha-negra pela qual é conhecida aqui a população! Todos nós, antes de sermos servidores, somos cidadãos e exigimos do Estado que ele cumpra a Lei usando bem o dinheiro tirado às custas de quem passa fome e não tem o necessário!

 

Eu creio no ser humano, creio na justiça que nasce dentro dele, creio que a moral supera a convenção das leis e que uma pessoa justa torna a lei melhor e a faz avançar, não se obrigando a ser digno por coação, mas por vontade!

 

Peço perdão se ofendi alguém, coisa que jamais desejo do fundo do meu coração, mas desejo colaborar com todos, porque sei que a justiça a todos beneficia e que o egoísmo e o imediatismo destrói a possibilidade de paz no futuro e exige seu preço quando lhe convém.

 

Abraço a todos Analistas, Técnicos, Superiores, ao Povo que paga nossos vencimentos e meu agradecimento a nosso Deus, que muito nos ensina os deveres da retidão!

 

 
25/08/2010 - As aparências enganam e como enganam! Imprimir E-mail

Amigo Associado

 

Segue abaixo conto de um colega Analista do TJDFT, que retrata bem a situação de muitos colegas espalhados pelo Brasil.

A situação é cômica, porém muito preocupante e reveladora!

O processo de desvalorização da carreira de analista que se instalou no Judiciário Federal, e creio no Estadual também, revela a inversão de valores e a desnecessária sangria de recursos públicos. Paga-se mais pelo menos!

Desvalorizar a carreira de nível superior do Judiciário serve de estímulo ao crescimento profissional dos demais servidores ou nivela-se por baixo, colocando a todos no mediano?

Com a palavra os srs. servidores, administradores, dirigentes e CNJ!

 

DIRETORIA DA ANAJUS

Obs.: divulgamos apenas as iniciais dos nomes, salvo do autor.

 

 

E COMO ENGANAM! (do Analista "Lins")

Diz o ditado popular que “as aparências enganam”. Essa sabedoria popular é verdadeira. De fato, é muito comum as pessoas emitirem juízos de valor acerca de alguém, baseando-se apenas na frágil aparência, ou seja, no que simplesmente veem. Por isso, cometem inúmeros erros.

Conheço vários casos verídicos que ilustram o ditado popular acima citado. Neste artigo, vou narrar um deles que ocorreu comigo em meu local de trabalho, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, que fica situado na Praça do Buriti.

Na época, eu trabalhava na 8ª Vara Cível. W., C., E., M., S. e Ea. (demos sigilo aos nomes) eram meus colegas de trabalho. Para bagunçar o nosso cansativo e estressante trabalho, havia os estagiários. Esses bípedes mamíferos passavam a maior parte do tempo diante do computador, cutucando os famigerados “msn” e “orkut”. Hoje, a informática do Tribunal não permite mais o acesso a essas porcarias. Ainda bem.

Todos os dias, um dos estagiários, por volta das 17h, deveria ir ao Protocolo Integrado, que ficava no térreo, a fim de buscar petições e autos de processo. Para tanto, deveria levar um carrinho de ferro, de tamanho médio. Veja, caro leitor, que eu usei o verbo “deveria”. Por quê? Porque infelizmente os estagiários “esqueciam” propositadamente essa tarefa. Quando os ponteiros do relógio da Vara estavam bem próximos das 17h, os estagiários desapareciam. Não ficava na Vara 1 sequer. Em razão dessa sacanagem, petições e autos de processo adormeciam no Protocolo Integrado, causando problemas lá e também na nossa Vara.

Num belo dia, logo no início do expediente, o W., que era o diretor da Vara, me chamou à sua mesa, dizendo:

---Lins, eu quero pedir uma coisa a você, se for possível. Rapaz, eu estou com um problema diário. Os estagiários não estão buscando as petições e os autos no Protocolo Integrado, às 17h. Quando eu chego aqui, todos os dias, o pessoal do Protocolo liga, reclamando. Quando a gente não vai buscar, a coisa se acumula lá. Então, eu quero dar um fim nisso. Não quero quebrar minha cabeça com os estagiários. Não adianta. Por isso, chamei você aqui para fazer uma consulta. Sei que essa tarefa não é para você, um analista judiciário. Mas sem saída, eu pergunto: dá para você fazer esse serviço?

Eu respondi na hora:

---Meu amigo W., não se preocupe! A partir de hoje, às 17h, eu irei buscar as petições e os autos.

Desde aquele dia, jamais deixei de buscar as petições e os autos no Protocolo Integrado. Quando o relógio da Vara batia 16h55, eu pegava o carrinho de ferro, saía da Vara, arrastando-o pelos corredores do Tribunal. Descia pelo elevador, chegando ao Protocolo Integrado. Ali, colocava as petições e autos no carrinho que ficava completamente lotado.

Nessas viagens curtas diárias que eu fazia com o carrinho de ferro, encontrava-me com alguns funcionários nos corredores e elevadores. Alguns eu conhecia; outros, não. Quem me conhece sabe muito bem que eu sou uma pessoa de fácil contato. Gosto de fazer amizades, de conversar até mesmo com o primeiro estranho que aparecer na minha frente.

Pois bem! Quando eu entrava no elevador, puxando o carrinho de ferro, quase sempre me encontrava com um funcionário bastante cordial. Não sei o nome dele. Até hoje, eu me encontro nos corredores do Tribunal com ele. Os cumprimentos são recíprocos.

O caso engraçado entre mim e ele aconteceu numa tarde quando eu retornava do Protocolo Integrado, puxando o carrinho de ferro lotado de petições e autos. Ele, com certeza, por me ver arrastando aquele carrinho de ferro, pensou que eu fosse um empregado terceirizado semialfabetizado ou um estagiário. De fato, não é normal um analista judiciário desfilar pelos corredores do Tribunal, puxando um miserável carrinho de ferro. O meu colega de trabalho, portanto, foi enganado pelas aparências. Jamais pensou que eu seria um analista judiciário. Enquanto eu e ele esperávamos o elevador, deu-se o diálogo:

---Rapaz, seu carrinho tá lotado! Não deixe de estudar para você fazer concurso para o Tribunal, viu!

---Meu amigo, eu já sou servidor do Tribunal!

---É mesmo? Legal! Então faça a faculdade de Direito para passar pra analista judiciário!

---Rapaz, eu já cursei Direito no CEUB. E sou analista judiciário!

---É mesmo? Então me desculpe!

---Não há por que, meu amigo!

---Analista é bom porque você com o tempo pode ganhar gratificações!

---Meu amigo, apesar de não ser espírita, andei incorporando algumas coisinhas.

---Rapaz, então mais uma vez me desculpe!

---Não há por que, meu amigo!

---Tchau!

---Tchau!

 
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ANAJUS - Associação Nacional dos Analistas do Poder Judiciário e do Ministério Público da União

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